Tarjar um PDF (censurar)
Ocultar, censurar, apagar: aqui o trecho coberto sai de verdade do arquivo, em vez de ficar escondido sob um retângulo. Ele não copia mais, não aparece na busca, não sai de uma extração de texto — e a página continua sendo texto, nunca vira imagem. Tudo acontece no seu navegador: nada é enviado.
Grátis · 100% local — nada é enviado- 1Abra seu PDF.
- 2Arraste sobre o trecho a tarjar — ou localize um padrão e tarje todas as ocorrências.
- 3Baixe o arquivo: o conteúdo coberto saiu dele de verdade.
Como tarjar um PDF de verdade
Abra o documento, arraste o mouse ou o dedo sobre o trecho que precisa sumir, e baixe o arquivo. O que acontece entre esses dois gestos é o que separa esta ferramenta de quase todas as outras: os caracteres cobertos são retirados do fluxo de conteúdo da página, e não escondidos debaixo de um retângulo preto. A tarja que aparece na tela é só uma marca; o texto embaixo dela deixou de existir. Ele não copia, não aparece em busca nenhuma, não sai de uma extração de texto. E a página continua sendo texto: nada vira imagem, então o resto do documento segue pesquisável, selecionável e nítido na impressão — ao contrário das ferramentas que rasterizam a folha inteira só para esconder três palavras. Em uma foto ou em um carimbo, são os próprios pixels que ficam pretos, dentro da imagem. Dá também para localizar um texto ou um padrão — uma palavra, um endereço de e-mail, uma data — e tarjar todas as ocorrências de uma vez, com desfazer à mão.
Conferir que o trecho sumiu mesmo
Não acredite em ninguém, nem em nós. Abra o arquivo exportado em outro leitor — o Acrobat, o visualizador do Chrome, o do próprio celular —, procure a palavra tarjada, depois faça um “selecionar tudo, copiar” e cole em um bloco de notas. O trecho não pode aparecer em lugar nenhum. É a mesma conferência que fazem os órgãos públicos antes de publicar um documento com dados suprimidos, e é ela que já revelou, em mais de um escritório e em mais de um processo eletrônico, retângulos pretos que bastava arrastar para o lado para ler o que havia embaixo. Repita o teste depois de qualquer edição posterior: se o documento voltar ao editor e for exportado de novo, confira de novo. Os objetos que ficaram órfãos dentro do arquivo — a página antiga, a imagem que ninguém mais usa — também saem na exportação, e é por isso que o PDF final costuma ficar até menor do que o original.
Um extrato bancário, um RG, um processo
São os três documentos com que se chega até aqui, e são exatamente os três que não deveriam ser enviados a um site qualquer justamente para proteger o que está escrito neles. Um extrato que vira prova, um RG que acompanha um cadastro, uma petição que precisa ir aos autos sem o endereço da testemunha: nada disso sobe para servidor nenhum. O arquivo é aberto, tarjado e exportado dentro do seu navegador, sem cadastro, sem marca d’água e sem limite de tamanho imposto por quem hospeda — e, depois que a página carregou uma vez, desligue a internet: tudo continua funcionando. Lembre também do que não está à vista: autor, programa que gerou o arquivo, coordenadas GPS das fotos, anexos, comentários antigos. A LGPD não distingue o dado visível do dado escondido. A ferramenta Anonimizar um PDF faz esse inventário e retira tudo de uma vez, porque uma tarja perfeita não vale nada se o nome do autor continua nas propriedades do arquivo.
Perguntas frequentes
A página vira imagem?
Não. O resto do texto continua sendo texto — pesquisável, selecionável, acessível. Só os caracteres marcados saem, e o avanço dos caracteres é recalculado para nada sair do lugar na tela.
Como tarjar todas as ocorrências de uma palavra?
Localize o texto ou o padrão — uma palavra, um endereço de e-mail, uma data — e “Tarjar tudo” apaga todas as ocorrências de uma vez, com um desfazer à mão.
Como conferir se o texto sumiu mesmo?
Abra o PDF exportado em outro leitor e procure a palavra, ou copie a página inteira: o trecho tarjado não está mais ali. Os objetos órfãos também saem do arquivo na exportação.
Dá para tarjar uma foto ou um carimbo, não só texto?
Sim: numa imagem são os próprios pixels que ficam pretos, dentro da imagem, e não um retângulo por cima. Recortar a imagem depois não traz nada de volta.
E os dados escondidos do arquivo?
A tarja age nas páginas. Metadados, anexos e coordenadas GPS das fotos moram em outro canto do arquivo: depois passe por Anonimizar um PDF, que faz esse inventário — é o que a LGPD cobra.